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TAEKWONDO

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

História do Taekwondo em Rondônia

Apresentamos  entrevista realizada em junho/1992 pelo então Acadêmico de Educação Física – 1º Período, Franck L. Franco para a pesquisa: “A HISTÓRIA DA ATIVIDADE FÍSICA NO MUNÍCÍPIO DE PORTO VELHO”. Com o objetivo de descobrir o início da modalidade em nosso Estado.

Entrevistado: Mestre Adilson Rodrigues da Silva
Faixa Preta: 4º DAN  
Presidente da Federação de Taekwondo do Estado de Rondônia –FTERON (1992)

1º - Como Começou o Taekwondo em Rondônia?

Adilson: Começou em 75, quando comecei a me interessar por esse tipo de esporte. A Editora Brasil América (EBAL), editava na época a revista “Dô-Kun-Fu”, nela vinha reportagem de artes marciais, dentre elas o TKD. Nessa revista vinha os ensinamentos de todos os (faixas) supervisionados pelo grão mestre Woo Jae Lee. Começamos a treinar no CIBEC, era um grupo de mais ou menos 50 pessoas, eu particularmente, treinava nos intervalos do trabalho e a noite antes de ir para o colégio, nos finais de semana também. Treinava duro, tanto que quis aprimorar mais minhas técnicas e fui para o Rio de Janeiro, treinei lá uns três anos, voltei para Porto Velho em 1982 como Faixa Preta 2º Dan, montando uma academia e dando início aos treinamentos e divulgação da arte do Taekwondo.

2º - Este tipo de esporte tem muitas exigências? Quais?
Adilson: Os praticantes de Taekwondo tem que ter muita força de vontade, perseverança, autocontrole, mesmo que eles não tenha tudo isso, adquire-se com o treinamento.

3º Como tem sido sua vida esportiva?
Adilson: Logo que cheguei aqui, tivemos muitos incentivos por parte da comunidade e do governo, mas no presente momento estamos atravessando uma fase difícil, pois estamos com dificuldade para conseguir apoio para fazermos lutas fora do estado e termos intercâmbio técnico.

4º Na sua opinião, o que precisa para desenvolver mais este esporte e sobre sair nas competições nacionais ou até mesmo internacionais

Adilson: Nós precisamos que o governo coloque o TKD como uma disciplina nos colégios, porque a filosofia do TKD, ajuda muito as pessoas a compreender o seu próximo, há um domínio do espírito agressivo que existe dentro de nós. Sobre as competições o nível está muito bom em relação ao Rio de Janeiro e São Paulo. Quando participamos de competições fora do estado, conseguimos boas colocações e somos sempre bem elogiados pelo nosso nível técnico?

5º Como está o nível dos atletas internacionalmente?

Adilson: Nós temos em destaque Carlos E. Lodo ( do Distrito Federal), que alcançou a 3ª colocação (bronze) na 1ª copa do mundo de Taekwondo, em colorado, EUA, em 1986. Gilverto S. Maior, conseguiu a única medalha de bronze que a equipe brasileira de TKd conquistou nos Jogos Panamericanos de Indianápolis (EUA- 1987). Tivemos expressiva participação nos Jogos Panamericanos de Cuba, Cezar Galvão, mini mosca, medalha de bronze nos jogos Panamericanos de Cuba. Lúcio de Freitas (83) bronze e Fábio Goulart (83) medalha de Ouro. 

6º Sente-se realizado como  esportista? A remuneração compensa?

Adilson: O TKD faz parte da minha vida, tenho dedicação exclusiva, estou realizado porque trabalho com o que gosto, outro a remuneração o TKD está em expansão, temos muito espaço para academias, falta um pouco de divulgação, mas a remuneração é compensadora.

7º Quem foram seus treinadores e mestres?
Adilson:  Treinei com os seguintes mestre: Woo Jae Lee – 1º Dan, Hom Soon KAng  -6º Dan, Biyon Soon Song – 4º Dan e atualmente estou sob a supervisão do mestre Shin Hwa Lee.

8º Você tem algo a acrescentar?

Adilson: Quero dizer que o Taekwondo é bem aceito, só que as pessoas começam a treinar e logo desistem por falta de alimentação saudável e principalmente das condições financeiras. Temos que ter um incentivo governamental para intercâmbio de técnicas e assim descobriremos grandes valores dentro deste esporte olímpico.

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